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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Ferrari 125 S


A Ferrari 125 S foi o primeiro carro construído pela Ferrari para disputar as corridas daquela época corria com um motor V12 de 116 hp que chegava a 155 Km/h depois veio o sucessor 159 S e em 1952 surgiu o primeiro carro de rua da marca.


Apenas 2 dessas máquinas foram produzidas.

Projetista foi Giacchino Colombo



Esse foi o primeiro de Enzo Ferrari a vencer uma corrida. Ela se sucedeu a partir de projetos como a Scuderia Ferrari - uma equipe de talento que trouxe a Alfa Romeu para o início do Grand Prix - e a Auto Avio Construzioni (AAC), carro de Enzo Ferrari no período pré-guerra. Ambos ajudaram a moldar o 125 S, esse carro pode se chamar de um apanhado de idéias, boas e ruins, que contribuíram para alcançar um ótimo final que foi a 166 Spyder Corsa.


Durante o período da guerra, a fábrica da Ferrari floresceu em uma força de trabalho criando 160 componentes e engrenagens para os esforços da guerra. Com o fim da guerra a Ferrari teve bastante e talentosos artesãos e recursos pessoais para fabricar os próprios carros.



Depois de passado tempo suficiente da assinatura do acordo da separação entre a Ferrari e a Alfa, o novo carro pode finalmente ter seu próprio nome. Ele foi concebido ao longo de dois anos a partir de um desenho em uma folha de papel e seu projeto foi único, não tendo nenhuma semelhança com qualquer outro fabricante. Como destaque, ele iria usar um V12. Sendo uma raridade na época, mas era necessário chamar atenção dos clientes.



O primeiro carro foi em grande parte projetado por Gioacchino Colombo e terminou por Giuseppe Busso. Ele passou a fornecer uma base para todos os futuros Ferrari de estrada aos sucessos nas corridas. Apoiado por uma moldura oval tubular de Gilco e movido por um poderoso mas pequeno V12 essa Ferrari estava pronto para competir em Voiturette, os primeiros Ferraris eram apenas ligeiras evoluções do carro inicial que saíra da fábrica e estreou em 11 de maio no Circuito di Piacenza.

Este carro, chassis 01C - Compeitizione ou Corsa, muitas vezes referida como o roadster Piacenza - tinha um corpo envolvente, e foi dirigido por Franco Cortese ao 6 º lugar. Foi chamado de 125 Sport, e foi nomeado após o deslocamento da unidade de 125cc a um único cilindro. Isto foi acompanhado pelo carro irmão 02C, ambos eram constantemente atualizado para competir no Campeonato Italiano, incluindo o GP de Roma, Circuito di Vercelli, Mille Miglia, Circuito di Parma, Firenze, e di Montenero Circuito em Livorno. A primeira vitória foi alcançada pela Franco Cortese no GP ou Roma e a vitória foi gravado na tampa do motor em junho de 1947.



A Ferrari completou em 1947 Mille Miglia com o piloto de testes Franco Cortese e Marchetti Adelmo a corrida número 219. Embora a Ferrari continuou a dominar a corrida nos anos seguintes, a imprensa do automobilismo deu pouca atenção para a Ferrari, exceto Corrado Millanta que fotografou os carros de engenharia de perto.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Meu Puma

Pois é povo,

Estou extremamente sem tempo, mas me deu uma vontade louca de reviver esse blog.
Primeiro porque não consegui deletá-lo, é como tentar se desfzer do meu Puma, é preticamente impossível!

Não vou poder colocar post todos os dias, e peço a colaboração daqueles que gostam de carros para me mandarem assuntos entre outras coisas.

É só entrar em contato!

E para provar que eu estou de volta, nada melhor que uma foto do meu amor amado, meu PUMA GTE 1977!


Ahhhhh..
Ainda não sei quem tem essa foto original, se alguém souber, por favor me comunique, eu gostaria de ter ela.
Abraços!!!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Porshe - Primeiros Anos

1900:

  • O carro elétrico Lohner-Porsche é apresentado no Paris Expo. O eixo de roda inventado por Ferdinand Porsche, ainda um jovem engenheiro e piloto de testes, fez o nome Porsche famoso no mundo inteiro.
 Carro elétrico Lohner-Porsche

1928:

  • Como diretor técnico da Daimler, F. Porsche desenvolve os legendários Mercedes SS e SSK.

1931:

  • Ferdinand Porsche funda a Porsche Engineering, em Stuttgart , na Alemanha. Ele assim construiu as bases para o Dr.Ing.h.c.F. Porsche AG de hoje.

1933:

  • Supervisionado pelo NSU, o Type 32 é lançado. O antecessor do Volkswagen Fusca.

1936:

  • Na primavera, um grande número de testes levou ao desenvolvimento dos primeiros protótipos da Volkswagen, começando pela garagem do vilarejo dos Porsche, em Stuttgart.

1938:

  • Sob a direção de Ferdinand Porsche, as primeiras linhas do que seria conhecido como o Fusca mais tarde são apresentadas em Wolfsburg. Os toques finais foram feitos no Type 60 que estava pronto para a produção em série. Mas a Segunda Guerra Mundial já estava se desenrolando e um jipe foi criado na base do Type 60. Isso até 1946, quando a Volkswagen finalmente o colocou em produção.
 1938 Porsche Type 60 (VW 38)

1947:

  • Sob os cuidados de Ferdinand Porsche Júnior, um carro esportivo foi criado em Gmund, na Áustria, com o nome de Cisitalia. Nessa época a Porsche já havia se mudado de Stuttgart há três anos.
O escritório de Ferdinand Porsche em Gmünd, na Áustria.

1948:

  • Com o comando de Ferry Porsche, foi construído em Gmund um carro esporte baseado em partes do Volkswagen: o 356. No dia 8 de junho deste ano nasceu o primeiro carro esportivo com o nome Porsche. Um roadster de metal leve.
356 Roadster

terça-feira, 3 de agosto de 2010

GTS 1978

Essas são miniaturas do Paulo Fiote, eu não tenho o contato dele, se alguém tiver poderia me passar? Assim posso dar os devidos créditos.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Lenda?

Ontem o Jaques recebeu um e-mail do Pozzi, perguntando se ele reconhecia a foto em anexo.

Em anexo tinha a seguinte mensagem:


"Cada vez que vou à casa de uma amiga da Dani lembro de ti, um dia fotografei-os. Dizem que é de um casal e que eles se conheceram por causa dos Pumas..."

E a seguinte foto:


Imaginem você a nossa cara de surpresa quando vimos os nossos pumas na foto!!!
Frases como:

"Nossa história está virando lenda!"

"Não acredito?!"

"Que mundo pequeno!"

Sairam involuntáriamente... e ficamos nos perguntando:
Como essas coisas são possíveis?
Será conhecidência?
Quem é Dani?

Esse post é além de uma tremenda supresa, uma homenagem ao meu namorado.
Tenham uma boa semana!!!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Texto de Arnaldo Jabor

- Brasileiro é um povo solidário. Mentira. Brasileiro é babaca.
Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida;
Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza;
Aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade. ..
Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária.
É coisa de gente otária.
- Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.

Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada.
Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo , ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai.
Brasileiro tem um sério problema.
Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.

- Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira.

Brasileiro é vagabundo por excelência.
O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo.
Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.
- Brasileiro é um povo honesto. Mentira.

Já foi; hoje é uma qualidade em baixa.
Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso.
Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.


- 90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira.

Já foi.
Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da
Guerra do Paraguai ali se instalaram.
Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime.
Hoje a realidade é diferente.
Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como 'aviãozinho' do tráfico para ganhar uma grana legal.
Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas.
Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.

- O Brasil é um pais democrático. Mentira.

Num país democrático a vontade da maioria é Lei.
A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente.
Num país onde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia.
Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita.
Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores).
Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar.

Democracia isso? Pense !

O famoso jeitinho brasileiro.
Na minha opinião, um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira.
Brasileiro se acha malandro, muito esperto.
Faz um 'gato' puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar.
No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto... malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí?
Afinal somos penta campeões do mundo né?? ?
Grande coisa...

O Brasil é o país do futuro. Caramba , meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos.
Dessa vergonha eles se safaram...
Brasil, o país do futuro !?
Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.

Deus é brasileiro.
Puxa, essa eu não vou nem comentar...

O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira.
Para finalizar tiro minha conclusão:


O brasileiro merece! Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar. Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente.
Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta.
Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão.
Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce!

Texto Arnaldo Jabor

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Seguro de Carro

Vocês sabem que hoje em dia o seguro de um automóvel é indispensável...
Não podemos deixar nem
Uno
de nossos Benz a Mercedes desses ladrões que fazem a Fiesta, nessa Honda de assaltos!!!
A Marea
está Brava !
Quem não segura o seu automóvel, pode se
Ferrari e depois só GM pelos cantos ou fica a Ranger os dentes e a Courier de um lado para outro, vigiando a Strada e perguntando:
- Kadett
meu carro ??????.
Faz a maior
Siena e fica Palio de nervoso !!!
Aí, vai rezar um terço para
Santana ajudar...
Mas isto não
Elba stante para ter seu carro de volta !
Seguro é o
Tipo de negocio difícil, Mazda para resolver, sem ficar com cara de Besta no final !!!
O seguro é um Prêmio
para quem o faz !!!
Tempra
todo veículo. Tem Parati também.
E, na hora de fazer o seguro do seu carro, pense nas
Variant es...
Afinal
Quantum mais opções, melhor !
Você vai ver que o nosso seguro é legal as
Pampa ...
Por isso, ele o
Fusca os demais, e vai marcar um Gol na hora do Accord !!!
Não deixe o prazo
Passat !... Monza obra !
Venha
Logus ! Estamos Kombi nados???
Espero seu contato...
Visite nossa agência e se
Accent na frente do Galant , que é o nosso gerente!
P.S. : Não se esqueça de levar o
Stratus de seu banco e colocar um Blazer bem bonito, parecendo um Diplomata de Classe A .
Mas, não deixe de olhar todos os
Topic do contrato...
Somos bem melhores
Kia concorrência e se você perder esta Xantia, vai se Corsa todo de raiva, o Ka ???
Com nosso seguro, você pode passar um
Weekend tranqüilo, fazendo um Céu pela praia de Ipanema que, se roubarem seu carro, mesmo que seja em dia de Eclipse , você não terá problema...
Temos nossa
Suprema garantia de pagamento em prazo recorde !!!
Não precisa
D20 dias, como outros que tem por aí...
Hoje mesmo estamos pagando um seguro de um roubo que ocorreu
A10 dias, S10 se, nós pagaríamos antes até !!!
Você pode estar em qualquer lugar, de um
Polo ao outro, que nós damos a assistência que precisar !!!
E só
Scania os documentos e mandar por e-mail mesmo !
Faça seguro! É
Clarus que é bom! Boa Voyage e Pointer final.
OBS : Se você achou este texto interessante, Cherokee
e Mondeo para seus amigos.


Abraços!!!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Porque não compro mais FIAT

Em 1992 a Fiat quebra paradigmas (alguns apenas) e lança o belo Fiat Tempra. Naquele momento haviam duas opções, os chamados Tempra Prata ou Tempra Ouro, com alguns diferenciais de acabamento apenas, já que os Prata vinham completamente equipados. E eu adquiri um Fiat Tempra Prata 0Km. Acho que, de todos os carros que tive, esse foi o pior pesadelo. Não vou conseguir me lembrar de tudo o que veio quebrado e foi consertado. Ou o que quebrou, foi consertado e tornou a quebrar, pois a lista é imensa, mas vou tentar puxar pela memória.

O Prata vinha com um belo rádio toca-fitas, de uma marca famosa que não me lembro agora. E, nesse ano, vinha com uma lanterna (painel antigo) que ficava encaixada no porta-luvas também. Só que o rádio não sintonizava nenhuma estação FM e muito mal algumas AM. Esse foi o primeiro defeito: o cabo da antena. Tiveram que desmontar o forro do teto para trocar o cabo da antena. O segundo defeito? A antena, constataram depois, por incrível que pareça, que também foi trocada.

Bem, melhor apenas listar os defeitos porque senão esse post se tornaria uma enciclopédia:

- Bóia do tanque de gasolina quebrada;

- Revestimento da porta do passageiro dianteiro que descolou;

- Revestimento da porta do motorista que descolou;

- Trava elétrica da porta do passageiro dianteiro que enlouqueceu, abrindo e fechando, abrindo e fechando;

- Trava elétrica da porta do passageiro traseiro do lado direito que também enlouqueceu, abrindo e fechando, abrindo e fechando; trocada, tornou a apresentar o defeito e foi trocada novamente;

- Diversas lâmpadas daquelas enormes (e bonitas) lanternas traseiras que insistiam em queimar, uma atrás da outra;

- Marcador do nível de combustível que parou de funcionar;

- Bóia do tanque de gasolina quebrada novamente;

- O sistema de regulagem de altura do volante que fazia muito barulho, foi desmontado várias vezes, até uma última vez quando o mecânico comentou (sempre acompanhei ou procurei saber sobre os serviços executados) que colocou uma porca adicional para que a porca principal pegasse novo pedaço de rosca no prisioneiro, pois a rosca havia espanado. Daí em diante me conformei e decidi ficar com o barulho;

- Recall de um pequeno tubo na linha de combustível ou vapores, não me lembro bem;

- Alto consumo de óleo a ponto de sempre levar um litro de reserva no porta-malas para completar após pequenas viagens e fazer o caminho de volta. E era um óleo especial da Fiat, Selenia ou algo assim, mais caro;

- O carro (com carburador) simplesmente não pegava com o motor quente. Estava sempre afogado e era necessário pressionar e manter o pedal do acelerador no fundo enquanto fazia o motor de arranque, coitado, girar, até o motor conseguir acordar com aquele cheiro de gasolina momentâneo, mais o cheiro de ovo podre que exalava pelo escapamento, provavelmente pelo encharcamento e inutilização do catalizador;

- O freio dianteiro começou a emitir um ronco grave, de baixa ressonância. Foram trocados os dois discos dianteiros e a ressonância parou por pouco tempo. Trocado novamente, desta vez juntamente com as pinças, quando vendi o carro a ressonância foi como um acessório não desejado ao novo proprietário;

- Vazamento na carga de gás do ar-condicionado;

- Certa vez, retornando de Três Corações - MG, onde morava minha irmã, peguei um buraco na Fernão Dias. Não um grande buraco, mas um pequeno buraco. E com a roda traseira, pois consegui desviar a dianteira do carro, já que não estava em alta velocidade; O volante imediatamente, para que o carro andasse em linha reta, precisava agora estar girado 1/4 de volta. No alinhamento que fiz no dia seguinte foi constatado que houve danos naqueles frágeis braços da suspensão traseira;

- Alto consumo (de gasolina e óleo de motor) e baixo desempenho, esse é o meu lema, me dizia sempre aquele carro!

- E tantas outras coisas que não me lembro agora ...

Vendi esse Tempra com 27 mil quilômetros rodados, ou seja, tudo o que relatei e mais o que não me lembro agora ocorreu em um carro novo, sem desgastes pelo uso.

Para não dizer que não dei uma segunda chance à Fiat, adquiri no ano seguinte, um Uno Mille Electronic 93 0Km. Então tinha ambos em minha garagem. O Uno foi (e deve ser até hoje) um excelente carro, sem dúvida. Foi o primeiro carro 0Km de minha mulher. Honesto, robusto e durável. Ainda não sei até hoje qual andava mais, se meu Tempra ou meu Mille.

E a Fiat não sabe porque não conseguiu emplacar um sedã médio depois disso? Como o Marea, um fracasso de vendas e o Punto de porta-malas ... como se chama mesmo? ... Línea acho. Eu sei porque e não pretendo ajuda-la em nada nessa questão. Penso que carros Fiat pequenos e sem muitas frescuras eletrônicas vão bem. Mas se os carros dessa montadora são ou se parecem com o Tempra Prata que tive, mamma mia!

A propósito, tenho dupla cidadania, a brasileira e a italiana, e embora a princípio devesse honrar a raça, como fazem os japoneses com seus Hondas e Toyotas, embora atualmente alguns estejam migrando para a Hyundai (sic), prefiro deixar essa questão de sangue pra lá, deixando a Fiat pra lá.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Porque não Compro FORD

Esta história é mais curta e muito simples ...

No final de 1994, adiquiri um Ford Escort GLX 1,8 litros 0Km modelo 1995. Tempos de Autolatina. Não tinha, como era comum naquela época, direção hidráulica e tão pouco ar-condicionado. E, por algum motivo, seus para-choques não vieram pintados na cor do carro, mas num tom de cinza (o carro era prata metálico), se não me falha a memória.

Em 1997 fui trocá-lo na concessionária, na mesma concessionária e com o mesmo vendedor, pensando em outro Ford 0Km. No instante em que o vendedor viu meu carro, ainda de longe, quando lhe apontei meu carro no estacionamento, ele exclamou:

- Mas esse é um GL! Não é um GLX!

- Bem, eu comprei aqui e com você como um GLX, não se lembra?

- Sinto muito, mas não lembro. E seu carro é um GL.

Ainda tentei argumentar, tentei mostrar-lhe e estofamento interno, de um GLX. E que não sabia porque meu carro tinha vindo com os para-choques sem pintura. Ano fabricação versus ano modelo? Nunca saberei.

Ainda falei que ele, se essa era uma característica tão marcante de um GLX, devia ter me alertado para o fato na época.

Não adiantou. Deu meia volta ali mesmo, sem nem se aproximar do meu carro, extremamente bem cuidado, como sempre, limpo, impecável e com baixíssima quilometragem.

Mas eu não fiz a meia volta com ele, apenas segui meu caminho até o carro e decidi, naquele momento, que não compraria outro Ford.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Porque não Compro VW

Carro, por sua própria natureza, é um assunto polêmico. Uns gostam de algumas marcas, outros de outras. Fora a infinidade de modelos disponíveis atualmente.

Posso falar por mim apenas: não compro mais Fiat (pela qualidade do produto, relembrando um certo Tempra 92 adquirido 0Km), não compro mais Ford (pelo desprezo na troca de um Ford adquirido 0Km por outro Ford 0Km certa vez), não compro carros franceses (deixemos os motivos pra lá, por enquanto) e não compro mais VW (pelo péssimo pós-venda desde o tempo que esta montadora andava de sapato alto em nosso país).

Hoje vou comentar duas passagens sobre a VW. Algum dia, se e quando tiver vontade, comentarei minhas outras fobias em relação às outras montadoras citadas.

Meu último VW foi meu segundo Santana 2000 2,0 litros, depois de um outro Santana 1997, também 2 litros, ambos adquiridos 0Km.

Vou comentar o que ocorreu com umas peças simples do motor a ar da Kombi que estava adquirindo para meu Puma, mas antes vou contar o que aconteceu em 2002 ...

O Santana tem um pequeno guia de cada lado, por onde passa o cabo do freio de mão, debaixo do assoalho. É, na verdade, uma pequena mola com um anel numa extremidade que vai aparafusada por baixo.

Certa vez notei que a peça de um dos lados havia se quebrado e fui numa concessionária comprar para substitui-la, sempre com o objetivo de manter o carro 100% em ordem. Identifiquei a peça no catálogo informatizado e o vendedor me disse que não tinha. Perguntei quantos dias levaria para chegar e ele me respondeu que só poderia encomendar se ficasse com a caixa toda, onde vinham 20 peças. Argumentei que, no máximo, ficaria com 2 peças, uma de reserva e ele me perguntou o que faria com as outras 18. Claro que minha resposta vocês já adivinharam.

Como não desisto facilmente, resolvi meu problema indo até o pátio da funilaria desta concessionária, onde localizei um Santana acidentado e com perda total. Procurei pelo responsável daquele setor, expus meu problema e ele não somente autorizou a retirar a peça que precisava como me empresou uma chave philips.

Mas, desde este dia, por causa de uma simples e barata peça, decidi não mais comprar um VW, enquanto o pós-venda permanecesse horrível daquele jeito.

Migrei para outra montadora desde então e sou um cliente totalmente satisfeito nessa questão. Precisou de uma peça, seja ela qual for, pediu, não tem, em dois ou três dias ela chega e ponto final. Não há porque mudar de montadora e isso certas marcas ainda não aprenderam: Que recuperar um cliente é muito mais difícil do que obter um novo.

Há duas semanas atrás, o Daniel, pumeiro também, comentou que estava decidido a eliminar alguns vazamentos de óleo, já que abriu o motor do seu carro, especialmente um pequeno na tampa das válvulas. Ainda comentou que estava com a intenção de colocar tampas Empi, aparafusadas.

Sugeri, dentre outras coisas, comprar as tampas, as presilhas e as juntas originais VW que, certamente acabariam com o vazamento, além de serem bem mais baratas que as Empi, visando manter a originalidade inclusive. E, aproveitando que as tampas e presilhas do meu Puma, embora boas já apresentam sinais de desgaste na cromeação, pois foram cromadas há muito tempo atrás, telefonei para a concessionária VW desejando comprar 4 tampas, 4 presilhas e 4 juntas.

Isso no dia 13 passado.

Vendedor: Tenho as tampas e as juntas. Posso encomendar as presilhas. Chegam em 7 dias, lá pelo dia 20, na próxima terça.

Eu: Então, por favor, reserve as 4 tampas e encomende as presilhas. Ligo novamente na terça que vem.

Dia 20

Eu (de manhã): E aí, chegaram as presilhas?

Vendedor: Olha, ainda não. Estou vendo aqui no sistema que elas foram faturadas, então amanhã cedo estarão aqui.

Eu: Ligo amanhã então.

Dia 21

Eu (de manhã): E aí, chegaram as presilhas?

Vendedor: Olha, as presilhas foram faturadas como comentei ontem, mas não vieram. Mas eu encontrei dois pares numa concessionária de Jundiaí, já pedi e amanhã cedo estarão aqui.

Eu: Eu ligo amanhã então.

Dia 22

Eu (de manhã): E aí, chegaram as presilhas?

Vendedor: As presilhas estão na rodoviária, mas o motorista e o motoboy saíram já. Eles vão passar na rodoviária somente à tarde e até o final do dia elas estarão aqui.

Eu (à tarde): E aí chegaram as presilhas?
Vendedor: Olha, eu encontrei as presilhas em estoque numa concessionária em Americana, já encomendei e amanhã estarão aqui.

Eu: Mas o que aconteceu com as presilhas que estavam na rodoviária e que vieram de uma concessionária de Jundiaí?

Vendedor: Não sei dizer, mas amanhã cedo eu tenho as presilhas aqui porque vou enviar pessoalmente o motorista para retira-las em Americana hoje ainda.

Dia 23

Eu (de manhã): E aí, chegaram as presilhas?

Vendedor: Olha, consegui 3, só falta uma agora. O motorista foi até Americana pegar um lote de peças mas se esqueceu de pegar as presilhas. Mas eu encontrei as presilhas numa concessionária em São Paulo, já encomendei e segunda cedo estarão aqui.

Fui na sexta pegar 4 tampas, 3 presilhas e 4 juntas, pois meu amigo Daniel passaria por Campinas, retornando de Limeira e precisaria das peças para fechar seu motor. Deixei minha segunda presilha por último.

Ao pagar, peguei a NF, estranhei o valor, recolhi meu cartão, conferi e .. tudo errado! Voltei ao balcão com o vendedor.

Eu: Amigo, acho que cometeu um engano. Veja aqui os preços que mencionou e olha quanto consta aqui na NF

Vendedor: É que houve um pequeno aumento nesse meio de tempo, mas estou lhe concedendo um desconto maior, ao invés de 12%, eu lhe dei 20%

Eu: Pequeno aumento? Peguei minha calculadora e fiz as contas na frente dele: 50% de aumento!

Vendedor: Será que cometi um engano?. Espere um pouco que vou cancelar esta NF e emitir outra.

15 minutos depois, paguei com o preço correto e trouxe tudo, menos 1 presilha.

Vendedor: Olha, na segunda eu tenho essa presilha aqui logo cedo e se não tiver mando tirar de um motor parcial do estoque para lhe atender, ainda mando entregar na sua casa e reponho depois.

Dia 25

Eu (de manhã): E a presilha que falta, chegou?

Vendedor: Ainda não ...

Eu: (interrompendo) ... então a que horas você vai me entregar a presilha que vai tirar de um motor parcial que tem aí e repor depois, como me prometeu?

Vendedor: Vou falar com o chefe do estoque e verificar se posso fazer isso.

Eu: Vai verificar? Você prometeu alguma coisa que não sabia se podia cumprir? Belo profissional você é. Meus parabéns por toda sua conduta até aqui. Sou um cliente plenamente satisfeito com a marca VW. Sendo irônico claro.

Eu: De uma vez por todas, quando é que você vai me entregar essa porra aqui em casa? E as presilhas que havia encomendado à fábrica e que foram faturadas, ainda não chegaram?

Vendedor: Olha, como elas foram faturadas mas não vieram e eu consegui 3 faltando só uma, eu cancelei o pedido.

Eu: Você está maluco seu bosta? Como pode cancelar um pedido se não tem a peça para atender um cliente? Eu compro o lote se precisar (essas presilhas são baratas) mas eu quero a presilha que falta e logo.

Vendedor: É, tem razão, me desculpe. Mas na segunda a gente resolve isso. Segunda cedo estarão na sua mão.

Dia 26

Eu (de manhã): E aí, já chegou a presilha?

Vendedor: Olha, o motorista saiu cedo e não tive tempo de falar com ele. Mas hoje mesmo, no fim da tarde falo com ele e amanhã cedo estou com as peças aqui.

Dia 27

Eu (de manhã): E aí, já chegou a presilha?

Vendedor: Sim, está comigo e vou lhe entregar ainda hoje cedo.

Eu (ao meio-dia): Cara, você não vai acreditar mas ainda não entregaram aqui a presilha!

Vendedor: Vou ver com a Expedição o que aconteceu e enviar até, no máximo, às 16 horas.

Eu (às 16:30 horas) Cara, você não vai acreditar mas ainda não entregaram aqui a presilha.

Vendedor: Caramba! Vou ver isso pessoalmente e prometo que amanhã cedo, até às 9 horas, ela estará em suas mãos.

Dia 28

Eu (às 9:30 horas): Cara, você não vai acreditar mas ainda não entregaram aqui a presilha.

Vendedor: Não é possível! Vou ver isso agora mesmo para entregarem aí até, no máximo, às 16 horas.

Eu (às 16:30 horas): Cara, você não vai acreditar mas ainda não entregaram aqui a presilha.

Vendedor: Puxa vida! Vou resolver isso hoje ainda. Me aguarde que telefono ainda hoje.

Eu: Até que horas é o seu expediente?

Vendedor: Até às 18 horas.

Eu (às 17:47 horas): Preciso falar com o Vendedor 1

Telefonista: O ramal está ocupado, o Sr. Aguarda?

Eu: Sim.

Telefonista: Vou passar o Sr. para outro vendedor, pois o ramal continua ocupado.

Eu (falando com Vendedor 2): Preciso falar com o Vendedor 1 antes do final do expediente.

Vendedor 2: Ele está ocupado atendendo uma devolução de peças aqui no balcão.

Eu: Por favor, diga a ele que sou eu.

Vendedor 2: Ele disse que liga ainda hoje para o Sr.

Eu (às 18:05 horas): Preciso falar com o Vendedor 1.

Telefonista: Sinto muito, mas todos os vendedores de peças já foram embora.

Eu: Gostaria de falar com o Sr. X, Gerente de Assistência Técnica e amigo meu desde a década de 70. Ele está?

Telefonista: Sim está, pois o ramal dele está ocupado. O Sr. aguarda?

Eu: Sim, obrigado.

Gerente de Assistência Técnica: Olá, como vão as coisas? Faz um tempinho que não nos falamos. Em que posso ajuda-lo?

Eu: Contei-lhe toda a história.

Gerente de Assistência Técnica: Façamos o seguinte ... amanhã não estarei aqui pois vou estar em uma reunião o dia todo, mas telefone para o Gerente de Vendas no número tal que ele resolverá seu problema, tenho certeza.

Eu: Obrigado, farei isso. Até mais e obrigado.

Dia 29

Eu (de manhã): Preciso falar com o Gerente de Vendas.

Gerente de Vendas: Bom dia, em que posso lhe ajudar?

Eu: Contei-lhe toda a história.

Gerente de Vendas: Dentre outras coisas, inclusive desculpas, prometeu-me que até o final da tarde a presilha estaria comigo, entregue aqui em casa.

E, realmente, por volta das 17 horas me entregaram a presilha faltante. Perguntei quanto era e o motorista da entrega disse que era cortesia da casa, por todo o aborrecimento causado. A peça é barata, menos de R$ 5,00 no preço final.

Moral da história

O pós-venda da VW continua uma porcaria, após quase uma década. Fora os atuais problemas de lubrificação nos motores EA111, 1,0 e 1,6 litros (menos mas também alguns 1,6 litros apresentam problemas) que a VW ainda não sabe exatamente como solucionar, fora as 2 reprogramações de software recentes em certas famílias de carros e fora o maior preço relativo dos seus carros, que a VW insiste em comparar com carros de categoria superior na concorrência. Como se o Marketing fosse absoluto e a sensibilidade do consumidor algo inexistente."

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Feriadão com a Cheirosa,




A aventura começou no sábado a noite (31/10) quando saí de Pomerode com destino a Blumenau com a minha Yamaha RD 350 1974 (Viúva Negra, minha "Cheirosa"). Após esticar a marcha, apertei a embreagem pra passar a próxima e eis que surge um problemão: nhénhénhénhé!!! O acelerador trancou! Que susto! Com a embreagem puxada, desliguei na chave e deixei correr até um terreno baldio. Puxei o cabo de uma das velas, liguei e o esporro se repetiu. Assim descobri que era o carburador do outro cilindro que estava com problema (Motor de 2 cilindros com 1 carburador pra cada). Como estava escuro, empurrei a "Cheirosa" até o pátio dos bombeiros, que ficava ao lado. Com um pouco de iluminação seria mais fácil desmontar o carburador trancado.

Como pretendia passear no litoral no dia seguinte, havia levado um kit de chaves junto na mochila. Desmontar e detectar o problema foi fácil. Um pino que serve de trilho pro cilindro de abertura do ar havia soltado. Sem o trilho, o cilindro girou e trancou, fazendo com que o cabo do acelerador também trancasse. Foi um sufoco pra montar tudo novamente. Esqueci de levar um item essencial de primeiros socorros: um pedaço de arame. Peguei um pedaço com os bombeiros e aí sim consegui encaixar a mola do carburador. Depois de tudo montado, virei o pedal e pegou de primeira. Saí de lá e cheguei em Blumenau sem outros imprevistos.

No dia seguinte, logo após sair do posto de gasolina em Blumenau com destino a Navegantes-SC, dei novamente uma esticada e o maldito carburador trancou novamente. Mas como já sabia a causa, consegui arrumar rapidamente sem precisar desmontar todo o carburador. Descobri que o problema ocorria ao puxar o acelerador por completo. Pensei em desistir do passeio, mas resolvi arriscar já que estava com tudo preparado. Com um clima perfeito, curtindo o asfalto e jogando uma fumacinha de óleo 2 tempos no ar, cheguei sem imprevistos na praia de Gravatá, em Navegantes-SC.

Voltei pra Pomerode na segunda-feira (02/10). O passeio estava perfeito até que de repente perdeu força e começou a fazer um barulho estranho. Levei no embalo até debaixo de algumas árvores e logo identifiquei o problema. Uma das velas havia soltado sozinha e ficou pendurada apenas pelo cabo. As motos com motor 2 tempos vibram bastante, então é difícil os parafusos ficarem no lugar por muito tempo. Não havia levado a chave de velas e estava no meio do nada. Esperei esfriar, parafusei levemente com uma alicate e segui viagem. Andei uns 10Km e soltou novamente. Ainda no meio do nada, tive que fazer o mesmo procedimento. Segui viagem ainda mais devagar, parando em 2 postos de gasolina procurando por uma chave de vela, sem sucesso. Mesmo assim, terminei o passeio chegando em Pomerode são e salvo.

Esta foi a primeira aventura com a "Cheirosa" em um pouco mais de estrada. Mesmo tendo saído da revisão há 2 semanas, me deixou 4 vezes na mão. Mas não tem problema, pois a emoção proporcionada não tem preço!!!

PS: O apelido "Cheirosa" vem do cheiro da queima do óleo 2 tempos. O rastro de fumaça que ela deixa depois de uma arrancada é sensacional!

Jaques

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

ANIVERSARIANTES




Uma homenagem aos aniversariantes do mês!!!

05/11 - Amilcar
06/11 - Ricardo Pozzi
07/11 - Eliane Weigand
11/11 - Henri
12/11 - Alberto Mello
15/11 - QMario??? !!
28/11 - Marcos Weimer
30/11 - Fernando Asche

Muita felicidade a todos!!!

Netinho, senta-se aqui um instante



Quando eu for bem velhinho, espero receber a graça de, num dia de domingo, sentar-me na poltrona da biblioteca e, bebendo um cálice de Porto, dizer a meu neto:

- Querido, venha cá. Feche a porta com cuidado e sentese aqui ao meu lado. Tenho umas coisas pra te contar. E assim, chamando seu olhar negro e atento, dizer apontando o indicador para o alto:

- O nome disso não são conselhos, isso se chama corroborações! Eu vivi, ensinei, aprendi, caí, levantei e cheguei a algumas conclusões. E agora, do alto dos meus 82 anos, com os ossos frágeis a pele mole e os cabelos brancos, minha alma é o que me resta saudável e forte. Por isso, vou colocar mais ou menos assim:

É preciso coragem para ser feliz. Seja valente. Siga sempre seu coração. Para onde ele for, seu sangue, suas veias e seus olhos também irão. E satisfaça seus desejos. Esse é seu direito e obrigação. Entenda que o tempo é um paciente professor que irá te fazer crescer, mas escolha entre ser um grande menino ou um menino grande, vai depender só de você. Tenha poucos e bons amigos. Tenha filhos. Tenha um jardim.
Aproveite sua casa, tenha pelo menos um hobby, não perca a oportunidade de andar em um carro antigo, se for com motor V8 melhor! Se puder, tenha um. Eles tem história e possuem alma...

Mergulhe em Fernando de Noronha, vá a Barcelona, a Fortaleza, a Paris, ao Paraná e Suécia.

Cuide bem dos seus dentes. Experimente, mude, corte baixo seus cabelos ou deixo-os crescer. Não tenha vergonha quando estiver bem vestido. Ame. Ame pra valer, mesmo que ela seja a gari.

Não corra o risco de envelhecer dizendo "ah, se eu tivesse feito...”Tenha uma vida rica de VIDA”.

Vai que a gari ganhe na loteria - tudo é possível, e o futuro é imprevisível. Viva romances de cinema, contos de fada e casos de novela. Faça sexo, mas não sinta vergonha de preferir fazer amor.

E tome conta sempre da sua reputação, ela é um bem inestimável. Porque sim, as pessoas comentam, reparam, e se você der chance elas inventam também detalhes desnecessários.

Se for se casar, faça por amor. Não faça por segurança, carinho ou status. A sabedoria convencional recomenda que você se case com alguém parecido com você, mas isso pode ser um saco! Prefira a recomendação da natureza, que com a justificativa de otimizar os genes na reprodução, sugere que você procure alguém diferente de você. Mas para ter sucesso nessa questão, acredite no olfato e desconfie da visão. É o seu nariz quem diz a verdade quando o assunto é paixão.

Faça do computador, da caneta, do papel e até do armário, seus instrumentos de criação. Leia. Pinte, desenhe, escreva. E por favor, dance, dance, dance até o fim, se não por você, o faça por mim.

Compreenda seus pais. Eles te amam para além da sua imaginação, sempre fizeram o melhor que puderam, e sempre farão. Cultive os amigos. Eles são a natureza ao nosso favor e uma das formas mais raras de amor. Não cultive as mágoas - porque se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida é que um único pontinho preto num oceano branco deixa tudo cinza.

Era só isso meu querido.

Agora é a sua vez. Por favor, encha mais uma vez minha taça e me conte: como vai você?

Marcelo Senteio
Releitura do texto de Maria Martins
23-09-09

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Paixão a primeira vista

Bom vou contar a historia de uma paixão á primeira vista!

Em 1982, ou começo de 83, estava com 18 anos e vi na casa de meu nono uma revista 4 rodas com a reportagem de capa sobre o Cobra Glapac, foi amor á primeira vista, mas era um sonho impossível.

Aquelas formas arredondas não saiam de minha cabeça, mas alguns dias depois em uma festa dos anos 60 vi estacionado na frente do salão um Karmann Ghia champanhe, ao olhar o carrinho foi uma paixão imediata, uma espécie de sublimação de um desejo, pois quem não tem cobra caça com Karmann Ghia!

Fizemos até uma foto ao lado do carro e conversando com o dono, soube que ele venderia.

Aí começa a busca pelo dinheiro, tinha 3 nono e 3 nonas todos vivos, é que como o tio do meu pai não tinha filhos ele foi morar junto e foi criado como tal, alias foi na casa deste tio/nono que vi a revista. O pai de minha mãe, que eu era neto único, era onde eu corria fazer os empréstimos (a casa que moro, foi presenteado por ele quando casei, mas depois de uma bela reforma) falei:

- Nono, o Senhor empresta dinheiro para eu comprar um carro?

- Empresto, mas qual carro é?

- Um Karmann Ghia.

- Xiiiiiiii!!!!!!!!!

Ai acabou o dialogo, ele nunca gostou de carro velho, pois tinha sofrido muito com os ônibus que dirigiu, Fords 32 entre outros, aliás ele tinha um Chevette 82 que vendeu em 2000 mais ou menos, pois começou á dar uns problemas por rodar pouco.

Bom, minha outra solução foi o tio de meu pai pois o meu nono verdadeiro nunca me ajudou em nada, pois tinha me escolhido pra ser o padre da família, titulo que declinei de imediato!

Imagina minha alegria quando ele aceitou fazer o empréstimo!

Dinheiro na mão, fui com um primo e um amigo mecânico ver o Karmann, aquele domingo foi inesquecível.

Pelo valor, ele estava bom. Saímos todos felizes com meu carro novo.

Chegando em casa deixo o meu primo dar uma volta com ele e fico apreciando "MEU" carro, o primeiro que compro com "Meu" dinheiro, mesmo que emprestado e sem juros.

Quando ele sai achei o nome perfeito pra ele! Mankinho, pois a roda trazeira esquerda estava torta e mancava, e ficou Mankinho com K de Karmann.

O dia era chuvoso, aquela chuva molha trouxa, que vai volta fica garoando, mas nada tirava nossa alegria, e fomos os 3 caçar na reserva ecologia de Mombuca, cidade próxima daqui, onde só tinha homens feios, então tínhamos mais chances.

Eu ao volante meu primo de passageiro e o Assalin, mecânico, no banco (?) de traz.

Uma certa hora, como o tempo estava um pouco frio, meu primo pede pra eu fechar o vidro, e respondo que não era do vidro e sim do buraco do assoalho o vento.

Bom foram tantas aventuras que só elas dariam um livro, então vou contar só as mais marcantes!

E sem duvida depois de todas as reformas que fizemos, eu fiz funilaria e pintei ele 2 vezes, restaurei algumas peças que ainda estão nele e depois termino este assunto.

Bom, com ele conheci minha esposa, saíamos em uma estrada que liga Capivari á Monte Mor em noites de trovoadas ver os raios pelo teto solar do carro, alias como entra água nestes carros, conheci pessoas que tiveram eles 0Km e reclamavam deste detalhe dele.

O Mankinho já era parte da família, e em 1984 fui com ele á Piracicaba junto com o nono do empréstimo fazer minha primeira compra de materiais pra eletrônica que iria abrir, ele veio de pernas abertas, mas veio valente, alias ele nunca me deixou na mão, mesmo quando era 6V.

O tempo foi passando as responsabilidades aumentando e em 1988 tiramos um Chevette 0Km dai comecei á sair menos com ele, mas o golpe foi depois do casamento, ele foi colocado em um barracão onde tinha eletrônica, e estava vazio depois da mudança ao prédio novo. Em 1994 compro uma chácara em São Pedro e não ficava mais os finais de semana aqui e no ano seguinte, 1995, aparece uma troca de um terreno que havia comprado, já que casei na mesma cidade por uma casinha.

Feito o negocio em janeiro, a comemoração deve ter sido tão boa que o Leandro nasceria em Setembro, brincadeira ele veio do alto da Serra onde tinha a chácara.

Filho vindo, pensei nunca mais vou ter tempo pra cuidar do Mankinho, até que um grande amigo me procura perguntar sobre um que ele viu no jornal, e ofereço o Mankinho á ele.

Negocio feito em junho de 1995.

Bom o arrependimento não demora muito á chegar depois de alguns anos em 2001 o anticocus ferruginosus começa a cocar de novo e bate a saudade.

Acabei comprando um Jeep Javali, o Frank, de Frankstain, mas faltava um Karmann, que sai á procura, achei um muito ruim e caro, tinha um amigo de São Pedro que era funileiro procurando um carro "estranho" pra gente, pois a Luci também sentia falta dele, fui ver com ele um Gordini que estava desmontado, mas excelente e fecharia negocio se o pai deste meu amigo aceitasse a empreitada de terminar o carro. O Lê não gostou nada da idéia do Gordini.

Ao comentar com um amigo que tinha uma sorveteria lá em São Pedro o filho falou que estavam vendendo uma Puma conversível branca um pouco acima dali, mas disse que não teria dinheiro para tal pois á uns 6 meses já tinha comprado o Frank.

Mas a curiosidade matou o gato e fomos ver.

Ela estava muito boa e já me preparava pra saber que não poderia compra-la.

Quando ele falou o preço fiz cara de espanto e o dono falou que poderíamos negociar, o que achei que estava barato saiu mais barato ainda.

Íamos sair pra experimentar, mas na hora o céu desaba, sou muito ansioso e foi duro esperar o domingo, uma noite nunca tinha demorado tanto pra passar.

Assim a Kiki vem pra casa.

Mas na época da novela Senhora do Destino, que tinha o Galaxie 500 branco a coceira começou de novo, e não é que depois de muito procurar o cara do sorveteria me arruma o Azulão(Landau83)?

Depois de compra-lo o Carlão pede se eu não o ajudaria á vender o Mankinho, puts deu desespero, pois nunca tinha comprado nenhum item de coleção de Karmamm Ghia de tanto que eu e a Luci sofríamos a falta dele.

Mas foi alarme falso e o Carlão desistiu.

Mas passado mais uns 2 anos ele bota á venda mesmo e para recomprar teria que raspar o tacho ou vender a Kiki e o Frank, pois o Azulão o Lê e a Luci nem cogitavam.

Foi em um evento do Galleria em Campinas que os meus amigos do Galaxie Clube me convenceram á recomprar o Mankinho, chegando de lá fiz uma proposta de parcelamento ao Carlão que o aceitou e depois de 11 anos e 13 dias o Mankinho estava de volta á familia.

Quando fomos busca-lo a Luci não conseguia segurar a ansiedade e a felicidade, e olha que ele estava 3 metros de casa no outro lado do quarteirão aqui em frente na casa que fica ao lado da que meu nono morava.

Foi como rever um antigo amigo, uns reparos que eu fiz no quebra sol estavam lá ainda, de cor diferente mas com minhas digitais ainda.

Hj o Lê não cabe mais atrás dele, mas passeamos muito com ele e a Kiki.

Cada um dos carros tem sua personalidade, mas outro dia eu conto!
Luiz Quibao Jr